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Governo de SP Nega Abordagem a Carro de Haddad, que Contesta Versão

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

SSP diz que 40 câmeras não indicaram abordagem; candidato questiona horários e cobra esclarecimentos sobre ação policial



Uma investigação foi aberta para apurar a denúncia de Fernando Haddad (PT) de que seu motorista teria sido seguido por uma viatura da Polícia Militar na noite de terça-feira (11), na zona sul de São Paulo. O governo estadual afirmou que análises preliminares de cerca de 40 câmeras privadas não encontraram indícios de abordagem ou interação entre policiais e integrantes da equipe do candidato.


Segundo Haddad, o episódio ocorreu após uma aula magna na Faculdade de Direito da USP. O candidato relatou que uma viatura teria acompanhado o veículo usado por ele e que, depois de deixá-lo em casa, o motorista continuou sendo seguido por cerca de cinco quilômetros. Ao parar diante de um hotel e questionar os agentes, o condutor teria sido abordado por policiais armados com fuzis.


INVESTIGAÇÃO EM CURSO

Um inquérito policial foi instaurado para esclarecer o episódio. A Secretaria da Segurança Pública informou que as imagens seguem sendo analisadas e que outros registros poderão ser incorporados à apuração.


Haddad também contestou a justificativa apresentada inicialmente pela polícia. De acordo com o candidato, um boletim de ocorrência relacionou a movimentação das equipes a um roubo registrado às 23h10, enquanto o episódio envolvendo seu motorista teria acontecido por volta das 21h45.


HORÁRIOS EM DEBATE

“Me mandaram um boletim de ocorrência de outro episódio das 23h10, uma hora e meia depois do que aconteceu”, afirmou Haddad. O ex-ministro questionou como um crime posterior poderia justificar uma abordagem ocorrida antes e cobrou explicações sobre a atuação policial.


O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que equipes da PM haviam prendido, naquela noite e região, três suspeitos de uma quadrilha especializada em furtos com quebra de vidros de veículos. A polícia também passou a verificar os trajetos das viaturas e demais elementos relacionados ao caso.


POSIÇÃO DE TARCÍSIO

“A polícia já observou as câmeras, já observou o movimento, as ruas, se entrou no hotel, se não entrou no hotel”, disse o governador Tarcísio de Freitas. Ele acrescentou que o motorista seria ouvido oficialmente para ajudar no esclarecimento dos fatos.


O caso ganhou repercussão política durante a disputa pelo governo paulista. Enquanto Haddad cobra esclarecimentos sobre a atuação policial e aponta divergências nos horários apresentados, o governo estadual sustenta que, até o momento, não foram identificados indícios de abordagem irregular. A investigação deverá definir a dinâmica do episódio.



Arte JT


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