EUA Hesitam Novas Sanções ao STF por Receio de Beneficiar Lula
Departamento de Estado resiste à retomada da Lei Magnitsky contra Moraes

A administração de Donald Trump avalia com cautela a retomada de sanções contra ministros do STF. Segundo a CNN Brasil, o Departamento de Estado teme que uma nova ofensiva produza efeitos políticos favoráveis ao presidente Lula durante o período eleitoral.
A Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes estaria pronta para ser reaplicada, assim como uma eventual extensão a outros ministros. O Tesouro americano, porém, aguarda uma recomendação do Departamento de Estado antes de avançar.
DEPARTAMENTO DE ESTADO
A mudança ocorre em relação ao ano anterior. Segundo a reportagem, antes a pressão vinha da diplomacia americana, enquanto o Tesouro resistia. Agora, a cautela está concentrada justamente no Departamento de Estado.
A avaliação atribuída a integrantes do governo Trump é que sanções anteriores, combinadas às tarifas impostas ao Brasil, teriam contribuído para impulsionar a popularidade de Lula. O diagnóstico passou a integrar o cálculo sobre novas medidas.
EDUARDO BOLSONARO
O ex-deputado defende a retomada da Lei Magnitsky e atua em Washington pela medida. Ele afirmou que pretende apresentar registros da sessão do STF que analisa um pedido de investigação envolvendo Moraes.
EXPERIÊNCIA EXTERNA
Canadá e Austrália também entram na avaliação. Conforme a CNN, integrantes do governo Trump consideram que pressões nesses países tiveram efeitos eleitorais favoráveis a forças de esquerda, aumentando a cautela sobre o Brasil.
A possibilidade de novas sanções não foi descartada, mas enfrenta resistência no Departamento de Estado. A discussão ocorre em meio à crise envolvendo integrantes do STF e à proximidade das eleições brasileiras. A avaliação sobre efeitos eleitorais é atribuída à administração americana.
As tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil são tratadas separadamente como questão comercial. Enquanto o Tesouro aguarda orientação diplomática, o debate sobre eventuais sanções ao STF permanece ligado às possíveis consequências políticas e diplomáticas.
Arte JT
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