Banco de Edir Macedo Tinha 85% do Consignado Ligado a SP
- 24 de jun.
- 2 min de leitura
Carteira de R$ 688 milhões do Digimais concentrava operações com governos de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas

A maior parte da carteira de crédito consignado do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, estava concentrada em operações ligadas à Prefeitura de São Paulo e ao Governo de São Paulo. Os dados, referentes ao fim de 2025, vieram à tona em meio à operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude contábil e levou ao bloqueio judicial de R$ 670 milhões em bens de investigados.
Segundo documentos da instituição, a carteira de crédito consignado somava R$ 688 milhões e representava 40,09% de todo o portfólio de crédito do banco. Do total das operações, 60% estavam vinculadas aos servidores da Prefeitura de São Paulo, administrada por Ricardo Nunes, enquanto outros 25% eram relacionados ao governo comandado por Tarcísio de Freitas.
FORTE CONCENTRAÇÃO
Os demais convênios públicos do Digimais respondiam por apenas 5% das operações consignadas. O banco mantinha acordos com 69 órgãos públicos em todo o país, além de uma participação de 10% em empréstimos consignados para trabalhadores da iniciativa privada.
A taxa média praticada pela instituição nesse segmento era de 2,52% ao ano, com prazo médio de 53 meses. A Prefeitura de São Paulo informou que o Digimais é uma das 57 instituições credenciadas e que suas operações representam menos de 3% das consignações dos servidores municipais.
GOVERNO PAULISTA
A gestão do governador Tarcísio de Freitas afirmou que existem mais de cem instituições habilitadas no sistema estadual de consignações e destacou que o Digimais representava apenas 1,57% das operações registradas em maio. O governo informou ainda que avalia medidas cautelares para preservar a integridade do sistema.
SUSPEITAS DA PF
A investigação da Polícia Federal aponta que o banco teria adotado práticas semelhantes às atribuídas ao Banco Master. Relatórios indicam patrimônio líquido negativo em cerca de R$ 8 bilhões, prejuízo declarado de R$ 108,3 milhões no primeiro trimestre de 2026 e ocultação de pelo menos R$ 480 milhões em créditos inadimplentes.
A Justiça Federal autorizou o bloqueio e sequestro de R$ 670 milhões em bens ligados a diretores, conselheiros e gestores vinculados à instituição financeira. A investigação continua e apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Imagem Gerada
___
Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News




Comentários