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Brasileiros Arriscam Saúde ao Comprar “Supercaneta” Proibida, no Paraguai

  • 27 de abr.
  • 2 min de leitura

Medicamentos experimentais entram ilegalmente no país e preocupam autoridades sanitárias


 

Brasileiros têm atravessado a fronteira com o Paraguai para comprar canetas emagrecedoras com substâncias ainda não aprovadas para uso humano, em um movimento que preocupa autoridades de saúde e fiscalização. Os produtos, vendidos livremente no país vizinho, entram ilegalmente no Brasil.

 

Um dos casos envolve uma advogada de 42 anos flagrada na alfândega em Foz do Iguaçu com sete canetas escondidas no corpo. O produto continha retatrutida, uma molécula experimental ainda em fase de testes e sem autorização para comercialização.

 

PRODUTO PROIBIDO

A retatrutida não foi aprovada em nenhum país, o que torna sua venda e uso considerados de alto risco à saúde.

 

Mesmo assim, a procura cresce. A advogada afirmou que utilizava o produto há seis meses e relatou perda de mais de 20 kg, destacando que decidiu buscar diretamente no Paraguai para economizar no custo das unidades.

 

MERCADO ILEGAL

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, há apreensões diárias desses produtos na fronteira, incluindo substâncias como a tirzepatida, também proibida no país.

 

Nos três primeiros meses de 2026, as apreensões já ultrapassaram R$ 11 milhões, superando todo o volume registrado em 2025 no Paraná, principal rota de entrada desses medicamentos.

 

RISCO CRESCENTE

O aumento das apreensões indica avanço do comércio irregular e maior exposição da população a produtos sem comprovação de segurança.

 

Em cidades como Ciudad del Este, lojas exibem anúncios em português e vendem as canetas sem exigir receita médica, atraindo consumidores brasileiros com promessas de emagrecimento rápido.

 

A orientação informal de vendedores chega a incentivar a ocultação dos produtos na bagagem para evitar fiscalização, o que agrava o cenário de ilegalidade e risco sanitário.

 

A Anvisa alerta que não há garantia sobre a eficácia ou segurança desses medicamentos e reforça que a importação só é permitida com prescrição médica e limite para uso pessoal de até três meses de tratamento.

 

 

- Foto: Reprodução

 

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