CPMI do INSS Termina Sem Relatório Após Rejeição por 19 a 12
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Comissão encerra trabalhos após 7 meses sem consenso entre parlamentares

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS chegou ao fim na madrugada deste sábado (28), após sete meses de investigações, sem a aprovação de um relatório final. O parecer apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, foi rejeitado por 19 votos a 12 após mais de 16 horas de sessão.
A expectativa era de que um relatório alternativo, elaborado por parlamentares governistas, fosse analisado no último dia de funcionamento da comissão. No entanto, a proposta não chegou a ser votada, o que resultou no encerramento dos trabalhos sem um documento oficial.
RELATÓRIO REJEITADO
O texto original previa o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento em fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões do INSS.
Entre os nomes citados estavam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de empresários, lobistas e ex-ministros ligados à Previdência.
RELATÓRIO PARALELO
Um segundo parecer, apresentado por governistas, sugeria o indiciamento de cerca de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
IMPASSE POLÍTICO
A não votação do relatório alternativo ocorreu após decisão do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, que rejeitou a indicação de um novo relator para leitura do texto.
Sem consenso e com o prazo encerrado, a comissão não conseguiu produzir um relatório final, mesmo após meses de coleta de depoimentos e documentos.
A tentativa de prorrogação dos trabalhos também não avançou, após decisão no Congresso e entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o tema é interno ao Legislativo.
Apesar do desfecho sem relatório aprovado, parlamentares afirmam que os dados levantados poderão ser encaminhados a órgãos de investigação para continuidade das apurações.
Foto: Reprodução / Agência Senado
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