Senado Rejeita Indicação de Messias ao STF em Decisão Histórica
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Placar de 42 a 34 marca primeira rejeição em 134 anos da Corte

O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão inédita em 134 anos. A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, impedindo a nomeação.
Para assumir a vaga, Messias precisava de ao menos 41 votos favoráveis, número mínimo exigido para aprovação no plenário. Apesar de ter avançado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o resultado final evidenciou resistência política.
PLACAR DECISIVO
O resultado de 42 votos contra 34 consolidou a rejeição inédita. A decisão representa um revés direto para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação foi secreta, mas revelou dificuldades na articulação governista.
RESISTÊNCIA POLÍTICA
A oposição, liderada por Flávio Bolsonaro, atuou contra a indicação.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi apontado por aliados como peça-chave no cenário.
Ele negou interferência e declarou: “Vou me preservar [...] de cumprir com minhas obrigações regimentais”.
DIVERGÊNCIA INTERNA
A escolha de Messias enfrentava resistência desde o início.
Alcolumbre defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. Mesmo com discurso público de neutralidade, a articulação política seguiu intensa nos bastidores.
MINISTRO MENDONÇA LAMENTA
Após o resultado, o ministro André Mendonça lamentou a decisão. “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF” – declarou Mendonça.
A rejeição marca um momento histórico no Judiciário brasileiro e abre um novo capítulo na relação entre Executivo e Senado na indicação de ministros ao STF.
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
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